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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Na beira do caos, na beira do mal. Numa piração total*

Um ex-aluno da UFV (que não sou eu) pode ir audaciosamente onde nenhum outro brasileiro jamais foi: a conquista de uma medalha de ouro no futebol, em uma Olimpíada. Ney Franco, que até então comandava o Coritiba, foi convocado pela CBF para coordenar as seleções de base e será o responsável por dirigir a Seleção Sub-20 no Campeonato Sul-Americano em janeiro de 2011, no Peru — competição que classifica quatro equipes para o Mundial da categoria, também em 2011, na Colômbia, além do principal: dá duas vagas para as Olimpíadas de Londres, em 2012.

Caso o Brasil se classifique aos Jogos Olímpicos, o comando do time no torneio será do técnico da Seleção principal, Mano Menezes, que indicou Ney Franco para o time Sub-20, e deve tê-lo como auxiliar. Com 43 pontos em 23 jogos, o Coritiba de Ney Franco é líder da Série B. A boa campanha no Coxa deixou o ex-aluno de Educação Física da UFV cotado a assumir o Cruzeiro, antes mesmo da queda do ex-treinador Adílson Batista, hoje líder do Brasileirão com o Corinthians.

Pouco antes do intervalo das séries A e B para a Copa do Mundo, Ney Franco esteve em Governador Valadares e visitou a redação do Diário do Rio Doce. A visita dele à cidade era para promover uma banda de rock, da qual o técnico é empresário, mas Ney entrou na pauta de esportes do DRD, até por ter sido treinador do Ipatinga (clube que disputa a Série B e tem sede na cidade homônima, distante cerca de 100 quilômetros de Valadares, e portanto município da Região Metropolitana da Grande Governador Valadares). Quando esteve aqui, Ney disse que foi sondado pelo Cruzeiro, mas que não aceitaria o convite, porque sua intenção era trazer o Coritiba de volta à elite nacional. E parece que ele fica no clube, até o final do ano. Digo parece porque não há nada no site oficial ainda, e o comentário extra-oficial vem do Blog do Torcedor, no portal do Globo Esporte. Mas nunca se sabe: estabilidade na profissão não é privilégio para treinador de futebol. Que o diga Dorival Júnior, que dirigia o Santos de Neymar — ou o Neymar do Santos, sei lá.

Explicação de pouca relevância. Este blog, mais uma vez jogado às moscas, não vem sendo atualizado por seus integrantes já faz tempos. De minha parte, só quero dizer que ando mais ocupado do que gostaria, graças ao período eleitoral — essa época de insanidade coletiva e generalizada que, graças a Deus, está acabando.

* Referência à clássica canção do compositor Ney Franco, sucesso lançado pelo treinador quando ainda dirigia o Botafogo. Sobre a banda que ele acompanhou aqui em Valadares: Ney deu um cd de presente ao Diego Dunga, repórter esportivo aqui do DRD, e até hoje estou curioso para pedir emprestado e ouvir.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Seleção Brasileira: a gente não vê por aqui

Viram o jogo do Brasil ontem? Viram o primeiro jogo da era Mano Menezes? Viram as estreias de Neymar e Paulo Henrique Ganso com a camisa amarela? Viram os gols de Neymar e Alexandre Pato, na vitória por 2x0 contra os Estados Unidos, jogando em Nova Jérsei? Eu não vi. Culpa única e exclusiva da Rede Globo de Televisão, que compra a exclusividade nos direitos de transmissão, e não exibe o jogo. Não exibe e não libera a transmissão para outros canais que tenham interesse em mostrar a partida, como a Bandeirantes ou a Record.

É um absurdo sem tamanho. Eu não me lembro de outra ocasião em que um jogo da Seleção, por mais insignificante que fosse, não tenha sido transmitido em tv aberta. E esse jogo, ainda que amistoso, tinha a importância de ser a primeira partida do novo técnico, após o fracasso na Copa do Mundo (e, portanto, início de preparação para próxima Copa. Que será disputada no Brasil), e havia também o “apelo comercial” das presenças de atletas queridinhos da opinião pública. O horário do jogo era 21h11, no horário de Brasília. Mas a “Vênus Platinada” não pode deixar de exibir o que é o carro-chefe de sua programação: a novela das oito, que começa por volta de nove horas da noite. Curioso é que a Globo é famosa por interferir nos horários das partidas de futebol — justamente para satisfazer suas próprias conveniências.

Alguém duvida que a família Marinho, se quisesse, teria alterado o horário da partida e a exibido? Seria revanche pelas atitudes do ex-técnico, o Dunga, que peitou a “toda poderosa” durante o Mundial, cortando privilégios que já aconteciam há uma eternidade? Deve ser — mas, francamente: isso importa muito pouco. Assim como, aparentemente, a Globo também se importa muito pouco com o interesse de sua audiência, e a força a engolir (com catchup?) o sotaque italiano-macarrônico da novela das oito. A vontade da opinião pública é que deveria pautar a programação, mas talvez a emissora ache que o povo tem mais interesse em novela que na Seleção, no Neymar, no Ganso e no Mano.

Quis retaliar a emissora, e proibí meu filho Gabriel de ver o Casseta & Planeta (que também já foi bem mais engraçado do que é hoje). Atitude quixotesca a minha, até parece que isso teria alguma influência no índice de audiência. Mas é revoltante essa situação de monopólio. Monopólio tamanho que a única emissora exibindo a partida de ontem foi a SporTV, canal a cabo do grupo GloboSat. A partida ainda foi transmitida pelo portal de internet da Globo (pasmem: com narração do Galvão Bueno e tudo o mais!). Como não pude ver, tive que me contentar em ouvir o duelo entre Brasil e ianques. Adivinhem só: a rádio que estava narrando o jogo era a ... (ganha um doce quem adivinhar)... Rádio Globo! E a foto que ilustra este post é da Agência Reuters — mas eu a achei no site do Globo Esporte. Ah, maldito monopólio!

sábado, 24 de julho de 2010

Obrigado por tudo, Mano!

Depois da recusa de Muricy Ramalho, a CBF convidou Mano Menezes para assumir o comando da Seleção Brasileira. Estou escrevendo esse texto pouco antes da entrevista coletiva em que Mano dirá se aceita o convite, ou o recusa (e atualizando o blog enquanto a entrevista está acontecendo, lá no Parque São Jorge). Como eu acho pouco provável que a CBF passe pelo desconforto de ter que correr atrás de um Plano C, parto do pressuposto que Mano Menezes, a exemplo do que fez Carlos Alberto Parreira no final de 2002, troque o Corinthians pela Seleção.
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Mano Menezes chegou ao Corinthians, meu time do coração, poucos dias depois de comandar o Grêmio na fatídica partida entre o tricolor gaúcho e o alvinegro paulistano, em 2 de dezembro de 2007. O empate em 1 a 1, no Olímpico, sacramentou o rebaixamento do Corinthians à série B do Brasileiro, no ano seguinte. De carrasco, Mano (que também era pretendido pelo Cruzeiro, àquela época) viraria herói. De lá para cá, o Corinthians voltou a ser o que nunca deveria ter deixado de ser: o time do povo, lutando por títulos - mas sabendo que terminar em primeiro lugar não é a única coisa que importa. E olha que os títulos vieram, de forma incontestável: o primeiro foi a série B em 2008, ano em que o Timão chegou à final da Copa do Brasil e, inacreditavelmente, foi superado pelo Sport. Méritos para os pernambucanos, mas a vida segue. E seguiu muito bem para o Corinthians.
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No ano seguinte, a consagração: campeão paulista de forma invicta. E, agora sim, o terceiro título da Copa do Brasil (quase invicto também, apenas uma derrota, para o Atlético Paranaense, em Curitiba. E mesmo esse resultado, no final das contas, deu bagagem moral para o time, que quase era goleado e fez dois gols nos minutos finais do jogo, permitindo jogar com tranquilidade a partida de volta, em casa). Com a vaga para a Libertadores do ano seguinte já garantida, o time se acomodou no Brasileirão. Pecado mortal: se jogasse como vinha jogando, o 2009 Fenomenal poderia ser o ano da tríplice coroa corintiana. Não deu, mas a vida segue.
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Mesmo a precoce eliminação na Libertadores, para o Flamengo, mostrou a força do Corinthians: primeiro lugar geral na fase de grupos, e a eliminação pelo critério dos gols fora de casa. No Brasileirão, liderança e invencibilidade até a nona rodada. É pouco para ser técnico da Seleção? Dunga tinha bem menos que isso, Dunga não tinha nada, e até que fez um bom trabalho, apesar da nervosa campanha na Copa do Mundo. Mano não será unanimidade na Seleção, mas deve ser respeitado. Se o trabalho já foi bom em um Corinthians deslocado de seu lugar habitual (a um time da série A, disputando a série B. Mas nunca um time de série B), imagine tendo à disposição a melhor matéria-prima do futebol mundial... Por essas, por outras, por todas e por tudo: muito obrigado, Mano Menezes! Sou mano do Mano!
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MUDANDO DE ASSUNTO
Vamos atualizar o calendário brasileiro: acabou a Copa do Mundo, começaram as eleições. Se tem eleição, tem pesquisa eleitoral. O que não costuma ter (ao menos, não que eu me lembre), é tamanha discrepância nas aferições de preferência do eleitorado brasileiro: ontem o Vox Populi deu a candidata governista Dilma Rousseff (PT) 8 pontos percentuais à frente do oposicionista José Serra (PSDB) - 41% contra 33% para a ex-ministra do governo Lula. Hoje pela manhã, para a minha surpresa, uma pesquisa do Datafolha diz coisas completamente diferentes: Serra ligeiramente à frente, com 37% contra 36% de Dilma, o que configura empate técnico. "A pesquisa [do Datafolha] foi realizada entre os dias 20 e 23, com 10.905 eleitores de 379 municípios em todos os estados, exceto Roraima", conforme eu acabei de ler no Portal Uai. Estranho... Será que é Roraima que decidirá a eleição? Como eu disse: estranho...

domingo, 4 de julho de 2010

A culpa é dela!


Não estou falando da Jabulani. Também já defendi Dunga e até mesmo o Felipe Melo. O Mick Jagger está sendo superestimado, já que torceu pelo Brasil contra o Chile e a Seleção Canarinho venceu os comandados do Loco Bielsa. Depois de 12 anos, novamente o Brasil perdeu a Copa por culpa dela: Suzana Werner, a linha de frente do exército de louras-atrizes-modelos-namoradas-de-jogadores-de-futebol.
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Para quem não se lembra, em 1998, na Copa da França, ela era namorada de Ronaldo Nazário, o Fenômeno, o melhor jogador do Mundo naquele momento. E do dia da final da Copa, contra os donos da casa, o craque tem uma convulsão. Uma convulsão! Ele já teve problema com os dois joelhos, já foi visto bebendo e fumando, atualmente tem dificuldades para emagrecer, mas quando alguém teve outra notícia dele ter algo sequer parecido a uma convulsão?
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Há alguns anos, porém Suzana está casada com Julio Cesar, goleiro da Inter de Milão e da Seleção Brasileira. Ganhou tudo com seu clube na temporada passada, e, para muitos, é hoje melhor goleiro do mundo. No fatídico jogo de sexta, podem falar o que quiserem, mas Julio falhou no primeiro gol dos holandeses. Saiu todo atabalhoado na bola, muito estranho para quem é o melhor do Mundo no que faz.
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Outra coisa meio "zica" na derrota para a Holanda: pelo menos nas Copas (e até em amistosos) recentes, o Brasil NUNCA tinha entrado em campo usando o agasalho por cima do uniforme. Contra a Holanda entrou, e deu no que deu. Talvez a Suzana também não seja tão culpada assim, tadinha...

Alguém lembra de uma provocação já feita ao nosso goleiro? "Ô Julio Cesar, seu via*****, sua mulher já deu o c* pro Ronaldinho!" Um ex-atacante do Cruzeiro, Alex Alves, também já ouviu essa por namorar uma ex-ronaldinha

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Fudeu!

"Caiu o castelo de areia", como disse o Fernando Vanucci, quatro anos atrás. Brasil perde para a Holanda por 2x1, de virada, está fora da Copa e, como de costume, todo mundo agora vai querer eleger o(s) vilão(ões). Dois candidatos surgem como favoritos: o treinador Dunga, e o meio-campista criado à sua imagem e semelhança, Felipe Melo. E hoje é dia de Sneijder, Van Persie, Kuyt, Robben... Tentamos espremer a laranja, mas ficamos no bagaço (sim, repeti o trocadilho). Se a Laranja é Mecânica, fomos nós que enferrujamos no segundo tempo, depois de chegar ao intervalo vencendo por 1x0. Para frustração de todo mundo que esperava um feriado na terça-feira, quando o Brasil disputaria (e a Holanda disputará) a semifinal.
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Aos vilões, então. Primeiro o Dunga. O treinador peitou imprensa, cortou privilégios da Globo e muita gente o aplaudiu por isso. Mas Dunga também tem fama de turrão e teimoso (sina de treinador da Seleção). Resistiu às pressões para convocar os santistas Neymar e Ganso e o outrora melhor do mundo, Ronaldinho Gaúcho. Não tenho dúvidas que será malhado como Judas, com razão ou sem razão, principalmente porque será o momento perfeito para o contra-ataque da mídia (Globo). Dunga foi chamado para dirigir o Brasil após o fracasso de 2006, quando todos os treinos da Seleção estavam lotados de torcedores, tinha jogador fora de forma e buscando prêmios individuais, o escambau.
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A missão de Dunga era acabar com tudo isso, e foi o que ele fez: fechou o grupo (até demais), cultivou o espírito de equipe. Em 2002, Felipão também teve atrito com imprensa e torcida, resistiu às pressões para levar Romário, e voltou com a taça. Esse trunfo Dunga não terá, mas teve uma passagem relativamente vitoriosa pela Seleção, com os títulos da Copa América e da Copa das Confederações. Grandes coisas, muitos vão dizer, já que não venceu o principal: a Copa. Não venceu porque o time ficou nervoso (não só hoje!), as estrelas do time não renderam o esperado (não só hoje!).
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Talvez Dunga seja o menos culpado, talvez ele precisasse de mais qualidade no meio-campo. Mas não, não foram as ausências de Neymar e Paulo Henrique Ganso que fizeram o Brasil ser eliminado. E que também não venham dizer que perdeu porque o time era muito fechado à torcida e à imprensa, que a concentração parecia esquema de guerra. Não me venham dizer isso, nem tudo mais que venha a se opor às "explicações científicas" para o fracasso na Copa da Alemanha. Mas vai sobrar para o Dunga, disso eu não tenho dúvidas. Se ele já guarda mágoas da "Era Dunga" desde que perdemos aquele jogo para a Argentina, nas oitavas-de-final da Copa de 1990, vai guardar mais ainda, com outro linchamento midiático.
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E o Felipe Melo? Que o volante seria responsabilizado por um eventual fracasso na Copa, estava escrito desde a primeira convocação dele para a Seleção. Estava estampado que, caso o Brasil não fosse hexacampeão na África do Sul, a Era Dunga seria retomada na forma de Era Felipe Melo, 20 anos depois do fracasso na Copa da Itália. E a atuação dele hoje serve de prato cheio para os críticos: um gol contra e uma expulsão! E agora eu vou brincar de advogado do diabo: se o Brasil ganha o Felipe Melo é o raçudo (como o Dunga foi, redimido em 1994. Redimido, mas não perdoou as críticas de quato anos antes), como perdeu ele que é o destemperado. Nesta Copa, até o Kaká foi destemperado! Justo ele, que tem fama de bom moço! O nervosismo tomou conta deste time desde a estreia até a fatídica partida final. E o gol contra, apesar de ter sido anotado para ele (pelo menos na transmissão ao vivo, com informações da Fifa), pra mim é injustiça: a bola raspou na cabeça dele, não alterou a trajetória da bola, o Julio Cesar saiu mal e o gol foi do holandês Sneijder (que ainda marcaria o segundo gol da Laranja Mecânica).
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Será que daqui a quatro anos, no Brasil, ele também vai dar a volta por cima como capitão da equipe campeã? Nem tanto... Não acho que ele seja todo esse vilão, mas também não vou sentir falta dele no time. Mas se acontecer, que ele não faça como sua inspiração e levante o troféu xingando os "traíras" e "filhos da puta" da vida. Agora que a Copa terminou para o Brasil, minha aposta de título fica para o vencedor da partida de amanhã, entre Alemanha e Argentina. E, por via das dúvidas, que o Mick Jagger não invente de acompanhar o Mundial do Brasil, em 2014...

O sonho do hexa foi interrompido por mais quatro anos.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Superstição para amanhã

Quem me alertou a essas coincidências foi novamente o Diego, aqui do DRD. Comparando a campanha desta Copa com a de 94, dá para notar algumas curiosidades: marcamos 2 gols na estreia em ambas as campanhas; vencemos o segundo jogo com 3 gols a favor, contra um adversário africano; empatamos o terceiro, contra um país europeu, e ficamos em primeiro do grupo; nas oitavas, vencemos um adversário das américas, para chegar às quartas-de-final e encarar a Holanda. Meu palpite para amanhã? Brasil 3x2 Holanda (só não vou afirmar que o último gol será em uma cobrança de falta do lateral-esquerdo, porque aí também já é demais). Todo mundo se lembra do fim daquela outra história: o narrador mais famoso (e também o mais odiado) da televisão brasileira se esguelando para gritar “É Tetra!”, “É Tetra!”. Sei lá, vai que dá certo de novo...
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Passando pela Holanda, e creio que vamos passar, arrisco dizer que o adversário da semifinal será o Uruguai (de volta a essa fase depois de 40 anos!), após bater Gana por 2x1. Do outro lado, infelizmente eu não acredito que veremos a paraguaia Larrisa Riquelme pelada na Praça da Democracia (talvez não na Praça da Democracia, mas clique aqui para ter uma agradável surpresa): Espanha 3x1 Paraguai. O melhor jogo da fase só deve ser decidido nos pênaltis, com o argentinos comemorando após o empate em 1x1 com a Alemanha no tempo normal e na prorrogação.


Mudando de assunto: o pessoal do Globo Esporte fez sua seleção da Copa até aqui. O time deles está escalado com Eduardo (Portugal); Lahm (Alemanha), Lugano (Uruguai), Lúcio (Brasil) e Heinze (Argentina); Özil (Alemanha), Verón (Argentina), Gilberto Silva (Brasil) e Müller (Alemanha); Tevez (Argentina) e Messi (Argentina). O técnico seria Joachim "sósia-do-Danilo-e-comedor-de-meleca-do-nariz" Löw.
Este é o time da Globo. Concorda? Discorda? Tanto faz, o time deles é esse aí, e eles não vão mudar. Algum problema? Ah, pensei que tinha...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Vai suco de laranja aí?

Laranja Mecânica. Quatro vitórias em quatro partidas, incluindo os 2x1 de hoje sobre a Eslováquia (de um dos artilheiros da Copa até aqui, Vittek, que marcou 4 vezes neste Mundial e futuramente será nome de uma praça em Bratislava). Invicta há 23 partidas. Os números podem até ser expressivos, mas o desempenho holandês na África do Sul está bem longe do "Futebol Total", do carrossel de Cruiff. A partida de sexta-feira, entre Brasil e Holanda, será o primeiro grande teste para ambas equipes. O vencedor do confronto terá boas chances de chegar à final e, muito embora o time canarinho ainda não tenha empolgado muita gente, estamos no páreo. Luís Fabiano está fazendo um golaço atrás do outro - e sem precisar do braço, o que é muito melhor! Se jogarmos contra a Holanda da mesma forma que entramos contra o Chile, nos 3x0 de hoje, dá pra espremer os holandeses. Tomara, senão nós é que seremos o bagaço da história.
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O outro provável finalista deve ser o vencedor de Alemanha x Argentina. Em 2006 os alvi-celestes eliminaram o México nas oitavas e caíram diante dos germânicos nas oitavas. Será que o final agora será outro? Se for, vai aguentar o Maradona... Minha dúvida é se a Alemanha consegue dar duas seguidas. Depois de golear a Austrália na estreia, uma derrota para Sérvia e uma vitória magra sobre Gana. E aí, nas oitavas, os alemães voltam a encantar, goleando a Inglaterra! Com direito a uma vingança história, 44 anos depois: finalmente teve troco aquele gol do inglês Hurst, na final da Copa de 1966 (única conquista britânica até, pelo menos, 2014). Aquela bola não entrou, mas foi validada. Ontem o chute de Lampard empataria o jogo em 2x2, animando a Inglaterra, que saiu perdendo por 2x0. A bola entrou, o juiz não viu, o bandeirinha tampouco, e o que deveria ser uma reação histórica virou ducha de água fria. Resultado: Alemanha 4x1.
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E Uruguai x Gana? Venceram Coreia do Sul e Estados Unidos. Um deles chegará à semifinal, mas na condição de coadjuvante, invariavelmente. Portugal, Espanha, Paraguai e Japão fecham a rodada amanhã, e quem deles sobreviver à semifinal deve ficar preocupado em enfrentar Alemanha ou Argentina - quem vencer o duelo de gigantes chegará embaladíssimo à próxima fase. Pra não dizer que não falei de palpites: acertei mais um ontem, o 3x1 argentino sobre o México (que golaço o do corintiano Tevez!). E teria acertado mais um hoje, se o filho da mãe do juiz de Holanda e Eslováquia não tivesse marcado aquele pênalti aos 47 do segundo tempo. A Copa das Zebras e das vuvuzelas sempre têm uma emoção reservada para quem não espera mais muita coisa... Por último, e não menos importante: se o Mick Jagger torcer para o seu time, pode começar a chorar de raiva - o Rolling Stone foi ao estádio torcer para EUA e Inglaterra nas oitavas, e as duas equipes já estão no caminho de volta pra casa.

Kaká e Luís Fabiano, comemorando o golaço marcado pelo "Fabuloso". Alguém reparou que o Kaká soltou um "puta que pariu" no jogo de hoje? É o Estilo Dunga, chegando até aos Atletas de Cristo...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Sem margem para erros

A partir de agora, a moleza acabou: perdeu, vaza! Não tem desculpa, pode ir chorar na cama, ou qualquer outro lugar quente, com o som das vuvuzelas ecoando durante o caminho pra casa. Começam hoje (sábado) os jogos das oitavas-de-final, o famoso mata-mata. E vamos inverter a ordem das coisas e começar com um palpite: o Uruguai, que ressurgirá das cinzas nesta Copa, vai fazer 3x1 na Coreia do Sul, e à tarde é a vez dos sobrinhos do Tio Sam eliminarem os últimos dos africanos: Estados Unidos 2x0 Gana. (E já estou bancando o triunfo uruguaio nas quartas-de-final. Depois de 40 anos, a Celeste Olímpica estará novamente em uma semifinal de Copa do Mundo)
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Os jogos de hoje são só aperitivo, porque os jogos de amanhã prometem ainda mais. Os duelos entre Argentina x México e Alemanha x Inglaterra têm tudo para fazer do domingo o dia de maiores emoções deste Mundial, até o momento. Palpites? A Argentina vence o México, acho que 3x1 está de bom tamanho. No clássico europeu, que já foi até final de Copa, é até complicado dar palpite, mas não ficarei em cima do muro: vitória alemã, por 2x1.
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Segunda-feira é dia de Brasil em campo, tentando mostrar contra o Chile o que faltou contra Portugal (e não me refiro ao desfalque do Kaká, mas ao desfalque do futebol, no segundo tempo do confronto com nossos antigos colonizadores). A partida brasileira ontem, cujo resultado de 0x0 foi justo, até que começou bem, mas no final ficou um joguinho chato. Mais chato ainda foi ver Espanha e Chile fazer joguinho de compadres quando o placar de 2x1 para a Fúria já classificava os dois. Também ontem a Costa do Marfim fez 3x0 na Coreia do Norte, e Honduras e Suíça ficaram no 0x0, em partidas de times que "morreram abraçados". Palpites para segunda-feira: Brasil 2x0 Chile, e Holanda 2x0 Eslováquia. Na terça, fechando a fase, o Paraguai deve bater o Japão por 2x1 (só para não ficar tudo em 2x0...) e Espanha e Portugal devem fazer um jogão (pelo menos é o que eu espero, muita embora este seja o Mundial de fazer gente quebrar a cara), que vai ficar com o placar em 2x1 para os conterrâneos de Fernando Alonso, decidido apenas na prorrogação.
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E, só pra constar: acertei mais um palpite, os 2x1 da Espanha sobre o Chile! Wohoo!!! Última coisa, para quem gosta de superstição: o Chile será o terceiro adversário de uniforme vermelho neste Mundial. Na campanha do penta, o Brasil enfrentou quatro adversários de camisa rubra: Turquia (duas vezes), China, Costa Rica e Bélgica. Coreia do Sul, Espanha, Portugal, e até a Inglaterra (cujo segundo uniforme é desta cor, e foi campeão em 1966) ainda podem entrar no caminho para o hexa.

"Aê, portuga, só existe um Ronaldo. E no máximo um Ronaldinho. Cê é apenas um Cristiano qualquer". Sábias palavras, capitão!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Com uma mãozinha, Brasil já está nas oitavas


Empurrada pela versão brasuca da "Mão de Deus" ("Mano de Dios", no original em castelhano), o Brasil venceu a Costa do Marfim e já está nas oitavas-de-final. Diferentemente do que houve na estreia, contra a Coreia do Norte, desta vez a Seleção apresentou um bom futebol, nervosimo à parte - nervosismo que custou Kaká, expulso, e fora do próximo jogo. Luis Fabiano finalmente desencantou e marcou dois gols. O segundo com dois toques de mão na bola, e um chapéu no final - irregular ou não, o gol mais bonito da Copa, até aqui. Elano marcou o terceiro e Drogba descontou.
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No próximo jogo será a vez de enfrentar Portugal, que hoje desencantou mais ainda que o Luis Fabiano. Não teve gol com ajuda da mão, mas o placar foi bastante elástico: 7x0 na Coreia do Norte, derrubando a Alemanha como dona da maior goleada da Copa (e a gente viu o que houve com os alemães no jogo seguinte à goleada... A confiança em demasia dos lusitanos pode ser boa para o Brasil). Os conterrâneos de Camões entraram em campo com tarjas pretas no agasalho. Luto pela morte de José Saramago? Não sei (muito embora essa informação possa ser confirmada ou não na internet. Meu computador é lento e estou com preguiça de pesquisar), mas se não for, deveria ser - afinal, era o maior pensador lusófono ainda vivo.
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PALPITES
E com a morte de Saramago, quem passa a ser o maior pensador lusófono ainda vivo? Nisso eu não palpito, com o justificado medo de errar feio. Eu estava prestes a cravar meu primeiro resultado nesta Copa hoje, na partida Espanha x Honduras. Mas o senhor David Villa me fez o desfavor de chutar o pênalti pra fora... Enfim, para amanhã, definindo as vagas nos grupos A e B: México 2x2 Uruguai, África do Sul 2x1 França (e por falar em França: que papelão! Até preparador físico tá querendo sair na porrada com jogador!), Argentina 3x0 Grécia, Coreia do Sul 1x1 Nigéria.

Agora, sim! Finalmente o avião brasileiro decolou, e já está voando baixo!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Ontem foi dia de torcer. Hoje é de cornetar

Passou a euforia, passou o ufanismo. Bater a Coreia do Norte por apenas 2x1 é pouco. É bom estrear ganhando, mas bem que poderia ser uma vitória mais convincente. Se bem que não foi apenas o Brasil que ficou devendo: a primeira rodada da Copa terminou hoje, com 25 gols em 16 jogos, média inferior a 1,6 por partida. E houve quem fez papel mais feio: a badaladíssima Espanha perdeu hoje por 1x0 para a Suíça, e corre o risco de ser a adversária do Brasil nas oitavas-de-final. Se isso acontecer, tomara que a Seleção evolua muito até lá, principalmente Kaká e Luis Fabiano (o Nilmar entrou bem. Eu peço esse cara no time desde 2006!).
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Mas também houve surpresas positivas nesta primeira rodada. A Alemanha goleou, a Nova Zelândia conseguiu um gol de empate nos acréscimos, e a própria Suíça, que por muito pouco não fez 2x0 na Fúria - o atacante Derdiyok driblou dois na área espanhola (incluindo uma entortada no Puyol) e chutou na trave. Seria o gol mais bonito da Copa. Poderia ter sido um dos gols mais bonitos de todas as Copas. Não foi, lamentavelmente.
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Outro lance bonito hoje foi a defesa do goleiro hondurenho Valladares, na cabeçada à queima-roupa do chileno Ponce. O Chile venceu, por 1x0, então também não adiantou tanto assim para o time de Manuel Zelaya e Porfírio Lobo. Registre-se ainda a imagem do norte-coreano Jong Tae-Se, chorando ao ouvir o hino nacional de seu país, antes da derrota para o Brasil. Cena bonita, principalmente em tempos como esses, em que tanto se fala de falta de amor à camisa (e só por isso já vale o Kim Jong-Il liberar o vídeo-tape do jogo lá em Pyongyang, já que a chance de futebol ao vivo é nula).
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Mesmo com alguns bons lances, insisto: ainda está faltando futebol. Numa Copa em que os destaques são o futebol técnico da Alemanha e lances isolados de Nova Zelândia, Suíça, Chile, Honduras e Coreia do Norte, quem teve o desempenho mais malemolente e mais bonito em campos sul-africanos, foi mesmo a colombiana Shakira.
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PALPITES PARA AMANHÃ
México 2x1 França, Nigéria 2x0 Grécia e Argentina 3x0 Coreia do Sul. Vamos ver se finalmente eu acerto alguma coisa.



Essa sim, bate um bolão!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Chegou a hora dessa gente bronzeada



Vamos combinar uma coisa: nós temos talento. Se isso não estiver bem claro, melhor nem continuar a conversa. Está no nosso DNA. Isso deve ficar muito bem estabelecido, antes que comecem a decretar, de novo, a morte do nosso futebol-arte. Nosso time na África está lá para vencer, ao custo de (com o perdão do lugar-comum) sangue, suor e lágrimas.
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Vão dizer que não há espetáculo, a morte - anunciada repetidas vezes - da beleza do jogo. Que o time é pragmático, robótico, e outras coisas. É uma meia-verdade (e, portanto, meia-mentira também). Existe maior preocupação em defender (e nossa defesa é excelente), mas ainda há espaço para talentos individuais - eles apenas não estão acima dos interesses coletivos. O espetáculo sempre estará lá porque, afinal, nós temos talento. E se não for no talento, vai ser na raça. E se até isso faltar, a esperança nunca falta. Por isso não se pode subestimar essa camisa amarela: temos um time capaz de vencer. Se vai mesmo vencer, depende do talento, da raça, da esperança e da paixão. Paixão é fundamental. A hora do Hino Nacional é a hora de se inflamar e se certificar: temos time para vencer.
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Vão falar da convocação, da escalação. Vão falar que faltou alguém, que alguém que está lá não merecia a honra. Há até quem vá torcer contra, só por causa disso. Mesquinharia. Essa hora já passou. Não é o time do treinador, porque não é o time de um só: é o time de todos, de 190 milhões. É o time de uma nação que pulsa, vibra, e interrompe o que estiver fazendo para ver essa Seleção em campo, para fazer bonito. Bonito sim, porque nós temos talento.
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GRANDES MOMENTOS DA COPA
Confesso que esperava menos, bem menos, da Nova Zelândia. Por essas e por outras que o gol marcado aos 47 do segundo tempo para os All Whites foi histórico: o empate, além de ter sido o primeiro ponto neozelandês em uma Copa, deu emoção a um jogo morno. Essa é a graça do futebol (menos quando é contra o time da gente).
Azar dos eslovacos (já não devem ser os mesmo após a separação da Tcheca, a República), de quem eu esperava mais, e acho que estão fora do Mundial.
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PALPITES PARA AMANHÃ
Chile 2x1 Honduras, Espanha 2x0 Suíça e África do Sul 2x1 Uruguai. A conferir.

Eu já virei "figurinha carimbada". Vai, Brasil!! Voa, canarinho, e mostra para o mundo o que eu já sei!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A final da Copa será entre Brasil e Argentina


Nas vésperas da abertura da Copa do Mundo muitos fãs de futebol dedicam algumas horas (ou até dias) confabulando em como será o caminho das grandes seleções até o final do torneio. Geralmente essa análise é feita durante a confecção dos palpites dos bolões, tão comuns nessa época do ano. E foi nesse momento, quando escolhi os quatro primeiros colocados do Mundial, que percebi a real possibilidade de termos o maior clássico da Terra nessa final. Muitos devem ter pensado na mesma coisa.


Seria perfeito, não? E, na minha opinião, é mais do que provável. Este time montado pelo Dunga já provou que é campeão e a chegada à final comprovaria a vocação pela vitória desse elenco. Do outro lado, apesar das fanfarronices promovidas por Maradona, há um time recheado de craques com opções de troca incomparáveis às de qualquer outra seleção.


Não custa sonhar. Queria ver essa decisão no dia 11 de julho. E eu acho que dessa vez daria Argentina. Foi o que apostei no bolão. A conferir.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Brasil 5x1 Tanzânia. Acabou a brincadeira, agora é pra valer

A goleada de 5x1 que o Brasil impôs hoje à Tanzânia foi a última oportunidade para o técnico Dunga dar algum retoque antes da estreia na Copa do Mundo, dia 15, contra a Coreia do Norte. Minha opinião sobre a partida de hoje é a mesma do confronto ante o Zimbábue, semana passada: foi um treino de luxo, para dar algum ritmo de jogo - o resultado é o de menos, e o importante é que ninguém se machucou.



Dois gols de Robinho no primeiro tempo, um de Kaká e dois de Ramires no segundo. Senti falta de uma maior presença do Luis Fabiano, mas pelo menos os gols não faltaram. Destaque para o Kaká ter jogado a partida inteira, um bom sinal para que ele chegue inteiro ao Mundial. Júlio César tirou uma folga, Gomes assumiu o posto no gol e teve bastante trabalho. Apesar de ter levado um gol, o reserva se saiu bem. A "Era Dunga" teve hoje um capítulo encerrado: uma boa preparação antes do Mundial, com títulos, gols e vitórias, contra alguns rivais expressivos e outros nem tanto. Mas isso tudo de pouco vale se o próximo capítulo, a Copa, não tiver um final feliz.



COREIA DO NORTE
Nosso próximo adversário entrou em campo ontem, e perdeu por 3x1 para a Nigéria. Destaque negativo para o tumulto antes do jogo, com uma multidão de torcedores nigerianos pisando uns nos outros. Faltou pouco para uma tragédia (alô, comitê de organização da Copa de 2014: não seria uma cena impossível de ser ver em território brasileiro. Melhor prevenir). A Coreia do Norte não deve dar trabalho ao Brasil, mas também é bom ter alguma cautela e não achar que o time de olho puxado é "galinha morta": assim surgem as zebras e, sendo a Copa no continente delas, todo cuidado é pouco.

Faltam 4 dias para a Copa do Mundo.

Foto: Rebecca Blackwell/AP

Robinho deixou duas bolas na rede da Tanzânia. Cadê as dancinhas nas comemorações?

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sem espetáculo nem zebra, Brasil faz 3x0 no Zimbábue

Ganhamos por 3x0, gols de Michel Bastos, Robinho e Elano. Mas o placar nem é tão importante assim, ainda que tivéssemos goleado ou perdido. Ganhar ou perder, em um amistoso há poucos dias do início da Copa do Mundo, não é tão relevante (embora todo mundo queira vencer). O amistoso contra o Zimbábue serviu mais para a equipe buscar entrosamento e ritmo de jogo, mas buscando se poupar — afinal, alguém está disposto a arriscar uma contusão, faltando tão pouco para começar o Mundial?

O primeiro tempo foi morno, começou com chances de gol sem muito perigo para os dois lados. Os gols de Michel Bastos e Robinho, ambos próximos do final da primeira etapa, trouxeram um pouco de emoção à partida. No segundo tempo, mais um gol, dessa vez de Elano, em uma bela jogada coletiva, com direito a toque de calcanhar de Júlio Baptista.

Um resultado folgado, mas nem por isso empolgante. Se o Brasil tivesse perdido, também não teria sido o fim do mundo. O fim do mundo seria se o goleiro Júlio César, substituído por Gomes ainda no primeiro tempo, tivesse uma lesão grave e ficasse de fora da Copa. Mas tudo bem: o médico da Seleção, José Luís Runco, garante que a dor sentida hoje pelo goleiro campeão italiano e europeu (com a Internazionale) foi uma "besteirinha". Outro titular, o zagueiro Juan, nem jogou — foi poupado, por dores musculares. Os dois devem estar de volta para o último compromisso do Brasil antes da Copa, o amistoso na segunda-feira, contra a Tanzânia.

Assim segue a Seleção: pode não empolgar, mas vence. É com isso que os adversários devem se preocupar (mesmo o sueco Sven-Goran Eriksson, treinador da Costa do Marfim, que "jura de pé junto" que brasileiros e portugueses não conseguem sequer dormir com medo do time dele).

Faltam 9 dias para a Copa.

Foto: Eduardo Nicolau/AE

Michel Bastos comemora o primeiro gol da partida de hoje. Uma bomba, de falta. Será ele, de fato, a solução para o dilema da lateral-esquerda?